domingo, 1 de março de 2015

Fiz trinta e agora vou fazer 31!

Fiz trinta, passou voando e estou prestes a fazer 31!
Quase não vi esse ano passar, muita coisa aconteceu, tive notícias boas, notícias tristes, gratas surpresas e infelizmente conheci o lado ruim de algumas pessoas.
Mas tudo foi aprendizado!
Não me diverti tanto quanto eu gostaria, peguei chuva na Bahia, gastei mais que poderia.
Mas em compensação aprendi a priorizar coisas, pessoas e sentimentos! Me desapeguei de muita coisa! E não me arrependo!
Desenvolvi e aperfeicoei uma habilidade que amo ter, a da organização.
Acabei deixando esse blog um pouco de lado, escrevi menos, mas vivi e sonhei mais! Não registrei em texto, nem em fotos, apenas na memória, e que ela não me falte jamais!
Ganhei uma sobrinha e a notícia de que virá mais um meninão para a família, uma criança muito desejada e amada!
Precisei ter força e coragem e o que eu tinha não era suficiente!
Mas Deus em sua misericórdia e generosidade me ensinou a superar tudo isso, e eu me aproximei mais Dele!
Antes dos meus 31 chegou 2015, e eu tenho uma quedinha por ano ímpar,  eles sempre trazem boas novas! E dessa vez não foi diferente, ele chegou e me trouxe um sonho do qual ainda não consegui acordar, somente comemorar e agradecer! Boas notícias de quebra nos ajudam ver quem realmente torce por nós!
Revi amigos, familiares, casei vários amigos, andei incontáveis quilômetros, dancei! Tinha me esquecido de como é bom dançar! O corpo, a alma e a mente agradecem!
Estou a poucas horas de completar 31, não vai ter festa mas vai ter comemoração, não terá presentes mas sim presenças, tenho muito o que agradecer e duas coisas a pedir, que Deus siga guiando minha vida e cuidando dos meus!
Venha 31! que sejamos felizes juntos!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

E eu finjo ter paciência

Nunca fui uma pessoa simpática, às vezes antipática, mas sempre empática. E eu finjo ter paciência com aquelas pessoas que forçam simpatia, principalmente quando os interesses são sociais ou financeiros.
Eu finjo ter paciência quando explico a mesma coisa um trilhão de vezes para as mesmas pessoas, não há explicação, tradução, desenho ou tecla sap que faça o ser humano entender o que ele não se esforça para entender.
Eu finjo (muito) ter paciência para a falta de senso coletivo das pessoas, principalmente em ambientes comuns como transporte público, condomínios, shoppings.
Eu finjo ter paciência com as pessoas que dizem uma coisa mas fazem outra totalmente oposta.
Eu finjo ter paciência com essa modinha de que dentro de uma relação, sair, trair, voltar e dizer que errou é tão  simples como errar a marca do molho de tomate.
Eu finjo ter paciência com a estagnação de algumas pessoas em determinadas posições corporativas.
Eu finjo ter paciência com falsas promessas e meias verdades. E finjo acreditar também.
Eu finjo ter paciência com quem acha que um item de marca eleva a pessoa a um status melhor.
Eu finjo ter paciência com livros, filmes, novelas onde tudo é lindo, fácil e simples.
Eu finjo ter paciência com minha conta bancária, com o sinal 3G da Tim, com impunidade, com injustiça.
E eu finjo que fui sincera nesse texto pois a falta de paciência é tanta que não é mais possível fingir.
Só não preciso fingir que sou a única nessa situação. Pelo que tenho visto e vivido, esse é um dos males dos trinta anos.
Que venham os quarenta, vou fingir que estou esperando por eles.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Amizade

O que faz duas pessoas se tornarem amigas? A convivência, o tempo em que passam fisicamente juntas, o mesmo gosto musical, gastronômico ou literário, interesses comuns, pessoais ou profissionais, Não é por nada disso, é pela identidade das almas. É pela compreensão da ausência, É por saber valorizar cada e qualquer segundo da companhia, É por respeitar as diferenças, Compreender as vontades, Compartilhar dos sonhos, Apoiar nas decisões. Uma amizade verdadeira é capaz de suportar a convivência e aceitar os defeitos alheios, compreender a ausência seja qual for o motivo, exigir qualidade da sua presença em vez de cobrar quantidade, encarar qualquer parada pra ver o outro feliz. Só um amigo verdadeiro aceita discutir medicina, álgebra, política e economia na mesma roda, Só um amigo verdadeiro compreende as suas necessidades, anseios, medos sem jamais julgá-lo mesmo o quão contrário possa ser sua opinião. Só um amigo verdadeiro suporta sua felicidade, sua tristeza, sua vitória e suas dificuldades. Só um amigo verdadeiro cede sua vida ao outro sem esperar nada em troca. A amizade é isso, se doar ao outro genuinamente, com os ônus e bônus, de corpo e alma, razão e emoção. Não é dar a mão nem o ombro, é abraçar com o coração.

sábado, 18 de outubro de 2014

Zona de Conforto

Termo muito utilizado no mundo corporativo, tão temido em todos os mundos.
A maioria teme sair da zona de conforto. Outros temem ficar nela.
No mundo corporativo as pessoas associam a zona de conforto a estabilidade, segurança na carreira, pensam que se encontraram naquela função e atingiram o ápice de seu desempenho. Tremem na base sob qualquer possibilidade de terem a zona alterada, tem medo de sairem da caixa, pensarem fora do quadrado, medo da mudança.
No mundo pessoal é grande a quantidade de pessoas que não veem qualquer chance de sair do conforto, da rotina, do amanha que será igual hoje e que foi igual ontem. Todo dia é mais do mesmo. Acreditam que estão ganhando tempo quando na verdade estão perdendo vida.
A outros a mudança atrai. Como espectador ou como agente dela. Se o bom da vida é o equilibrio, não devemos temer nem sermos atraídos pela mudança, mas simplesmente encará-la.
Encarar como oportunidade. Encarar como uma nova chance.
Encarar como um novo caminho.Não ter dificuldade em se adaptar a novos cenários, mesmo que não goste deles.
Se alguma coisa não identificada te incomoda, mude os móveis de lugar, mude os itens no armário, mude qualquer mínima coisa.
Até que a mudança se manifesta em você, e aí não é preciso mudar mais nada.
Não se obrigue a mudar nada, mas se preciso for, mude enquanto há tempo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Ser Tia

Homenagem escrita pela minha irmã Gabi aos nossos amados sobrinhos Henrique e Alice.

Ser Tia, te faz pensar como é ser mãe, porém sem tantas responsabilidades.. é poder zoar, sem pensar se estamos educando certo, é ser mais livre para aprender e errar. É ver sua irmã carregando aquele pacotinho de gente e pensar que não deve ser tão difícil assim..até que você pede pra segurar e percebe que tem um mundo em seus braços, treme, mas tenta disfarçar, porque na verdade a gente só quer estar perto, bem perto.. Ser tia é ficar longe por um fim de semana e ter a sensação que eles já começaram a falar outra língua. É achar graça, deixar ele comer derrubando tudo ou pintar se sujando por inteiro, só pra rir. É planejar fazer aquele bolo, e dizer pra colocar só um pouquinho de farinha, e de repente cai meio kg dentro da vasilha..ai não tem o que fazer.. a não ser começar tudo de novo!! É ceder a aquele chocolate, é não resistir em dar colo, é trocar fralda sem nojo, conhecer amigos imaginários, passar noites em claro, se transformar em super-heróis, dormir em cabanas, dançar com ele sem ter vergonha.. é amar uma pessoinha que não é sua, mas a quem você pertence. Esses pequenos não fazem ideia do quanto nos fazem bem, do quanto nos fazem melhor, a partir da primeira vez que se viu.. ainda na maternidade.. Ser tia é ganhar um presente da sua irmã, e só ter que amar demais! É poder amar como uma mãe, guardar segredos como uma irmã, agir como uma amiga, amar como se fossem seus. Ser tia é não ter parte ruim..É um amor, que não se consegue colocar em palavras!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Alice

Esperamos Alice.
Minha irmã e meu cunhado esperam uma filha, meus pais a primeira neta mulher, minhas irmãs e eu uma sobrinha, mas o Henrique espera uma irmã, um dos laços mais lindos que pode existir.
Talvez ele ainda não saiba a grandeza do sentido dessa palavra, talvez não entenda ainda o verdadeiro significado de compartilhar, dividir, e principalmente do que é poder contar com alguém, talvez não saiba o que é a vontade de fazer de tudo para ver a outra pessoa feliz, de querer cuidar da vida dela como se fosse a dele, as vezes num rompante de quem só quer proteger. Talvez ele não saiba que vai ter que aprender a brincar de boneca ou servir seus carrinhos de taxi para as princesas, talvez não entenda que algumas regrinhas são diferentes para o homem e para a mulher. Daqui uns anos vai aprender porque as mulheres demoram mais para se arrumar, porque precisam de mais espaço no armario, porque são mais cuidadosas, mais sonhadoras e mais falantes.
Daqui a muitos anos vai entender porque nosso humor varia, porque queremos  tudo e sempre mais e para ontem, vai aprender porque choramos mais, vai ter que ouvir os colegas chamando de cunhado e aí vai se tornar um braço da proteção paterna.
Vai aprender muita coisa que só se aprende com um irmão e ensinar coisas que só um irmão é capaz de ensinar a outro.
Talvez ele não entenda o porque de tantos preparativos para recebê-la, afinal ele foi o primogenito e quando chegou já estava tudo pronto!
Dessa vez ele assistiu a montagem do cenário, e está ansioso como quem espera por uma grande estreia. E está chegando a hora dessa estreia... pode vir Alice,  pode subir ao palco da vida, escrever seu conto de fadas porque no que depender de nós seu País será só de Maravilhas.
Seja bem vinda Alice, e seja feliz!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Sonho não acabou...

ele só não vai ser realizado no Brasil, no país do futebol.
Hoje acordei com um cansaço na alma, um misto de tristeza, desânimo e também de vergonha, clima de velório sabe? Mas a vergonha deixei para lá, afinal de contas é futebol e só um ganha, deixo a vergonha pras mazelas do país que precisam ser consertadas pelos governantes.
SETE gols é um placar jamais imaginado por mim e acho que por qualquer um de nós que esperávamos ansiosamente pelo hexa nessa copa.
Não tenho capacidade técnica para julgar o Felipão ou qualquer jogador da nossa seleção que representou o Brasil em campo. Eles foram escolhidos para estar lá, e só por isso já são grandes campeões. Mas depois do resultado de ontem, são duzentos milhões de técnicos julgando, criticando, dizendo como deveria ter sido, onde o Brasil errou, o que faltou, enfim...aconteceu, e não foi dessa vez.
Como toda situação na nossa vida, feliz ou triste, essa derrota de ontem deixa suas lições: é preciso aprender com elas.
Perder é triste, perder de goleada é "pra acabar", em casa é pior ainda e na reta final...nem sei o que dizer! 
Choramos, sofremos, xingamos por dentro, por alguns segundos quisemos não acreditar no que víamos, mas era verdade e aconteceu! O choro das crianças no Mineirão (e das outras milhares que estavam nas ruas ou em suas casas) corta o coração, assisti a entrevista de um garotinho e o sentimento dele era do "fim do mundo", as crianças não tem essa noção do tempo e mal sabem que 2018 já está logo ali, mas acho importante que essas crianças entendam as lições de uma derrota. 
Só perde um título quem concorre a ele. E ter essa ideia de participar, concorrer, trabalhar em equipe é uma das grandes lições que devemos tirar dessa copa.
Só ganha um título quem se prepara para isso. Disciplina, planejamento, educação, organização, preparo físico, psicológico, força de vontade são os principais pilares de quem quer alcançar um sonho, seja ele qual for.
Sofrer na derrota é inevitável, assim como comemorar na vitória também é. E as emoções afloram, na vitória ou na derrota. É preciso saber lidar com elas. Se sofremos é porque acreditamos que aquilo era possível, e continuar acreditando é a força que sustenta nesse momento de fraqueza.
Poderia falar ainda das lições que tiramos do papel de um líder, mas como disse antes quem sou eu para julgar? O Felipão seguiu suas convicções, certo ou errado ele tomou suas decisões e o caminho que imaginou ser o melhor. Mas não foi dessa vez.
Poderia falar também das falhas enormes da arbitragem da FIFA, é inadmissível a falta de padrão exposta nesta copa.
Esses meninos que nos representaram nessa copa, são vencedores da vida. O técnico perdeu dois familiares na semana da estréia, o Marcelo perdeu seu avô que foi seu maior incentivador no futebol, o Oscar viveu as emoções de ser pai no meio desse tumulto todo da copa do mundo, o Fred foi massacrado pela imprensa e nas redes sociais por não ter tido seu melhor desempenho, o Neymar sofreu uma lesão que atingiu não só a sua vértebra lombar mas o emocional de toda a equipe. 
Sim, eu sei que são situações cotidianas que acontecem com qualquer um, mas esses meninos passaram por tudo isso num momento em que lutavam não só pelo sonho deles, mas pelo sonho de duzentos milhões. A pressão é grande e não deve ter sido nada fácil.
Acho ridículo as pessoas que politizaram a copa mesmo antes dela começar, e acho mais ridículo ainda elas fazerem isso porque o Brasil perdeu a vaga pra final. Como se a derrota do Brasil fosse melhorar a saúde, educação, economia. Não, não vai melhorar!
Mas se podemos melhorar alguma coisa, que seja se espelhando em quem nos derrotou, que saibamos ter essa lição e aprender com ela. Não entendo nada de futebol, mas a federação alemã de futebol, revolucionou esse mercado no país. Os clubes criaram academias de futebol para jovens, em parcerias com as escolas criaram centros de treinamento, os gastos de todos os clubes passaram a ser monitorados na cultura de não se gastar mais que ganha, técnicos foram buscar conhecimento nos países que a cultura do futebol era mais forte, depois disso tudo sediaram uma copa e resgataram o amor do alemão pelo futebol.
Planejamento e organização traçaram o caminho vitorioso da Alemanha no futebol.
É preciso repensar o futebol do país. É fato que criamos jogadores brilhantes e que bem cedo vão brilhar no futebol de outros países, mas a maioria deles consegue isso a duras penas, com o esforço da família, jogando descalço, caminhando quilômetros para chegarem aos centros de treinamento. A história de vida deles em sua maioria foi sofrida demais. Mas graças a Deus e a força de vontade de cada um deles foi que eles chegaram lá.
Que bom seria se a próxima geração do futebol tivesse essa estruturação, esse planejamento e toda uma base formadora para esses jovens brilharem, brilharem do Brasil para o mundo, e não o inverso.
Eu queria muito que o Brasil ganhasse pelo meu sobrinho, porque ele estava animadíssimo pela copa. Ele ficou triste que o Brasil começou tomando gols, mas logo depois resolveu torcer pela Alemanha, aí a prova de que ele torceu mesmo foi pelo bom futebol. E ter nas crianças o amor pelo esporte é o maior legado que a copa poderia deixar para esses pequenos. E por isso, valeu.
Valeu seleção, que vocês possam ter o sonho do hexa realizado, dentro ou fora de campo.
Valeu Julio Cesar, valeu David Luiz, vocês foram gigantes nessa copa e merecem não só a estrela do hexa, mas a estrela maior que a vida puder proporcionar a vocês.
Que possamos chegar ao terceiro lugar! E se não der, valeu mesmo assim! Vocês chegaram até onde foi possível! Que tenhamos quatro anos para melhorar e correr atrás do hexa.