sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

E eu finjo ter paciência

Nunca fui uma pessoa simpática, às vezes antipática, mas sempre empática. E eu finjo ter paciência com aquelas pessoas que forçam simpatia, principalmente quando os interesses são sociais ou financeiros.
Eu finjo ter paciência quando explico a mesma coisa um trilhão de vezes para as mesmas pessoas, não há explicação, tradução, desenho ou tecla sap que faça o ser humano entender o que ele não se esforça para entender.
Eu finjo (muito) ter paciência para a falta de senso coletivo das pessoas, principalmente em ambientes comuns como transporte público, condomínios, shoppings.
Eu finjo ter paciência com as pessoas que dizem uma coisa mas fazem outra totalmente oposta.
Eu finjo ter paciência com essa modinha de que dentro de uma relação, sair, trair, voltar e dizer que errou é tão  simples como errar a marca do molho de tomate.
Eu finjo ter paciência com a estagnação de algumas pessoas em determinadas posições corporativas.
Eu finjo ter paciência com falsas promessas e meias verdades. E finjo acreditar também.
Eu finjo ter paciência com quem acha que um item de marca eleva a pessoa a um status melhor.
Eu finjo ter paciência com livros, filmes, novelas onde tudo é lindo, fácil e simples.
Eu finjo ter paciência com minha conta bancária, com o sinal 3G da Tim, com impunidade, com injustiça.
E eu finjo que fui sincera nesse texto pois a falta de paciência é tanta que não é mais possível fingir.
Só não preciso fingir que sou a única nessa situação. Pelo que tenho visto e vivido, esse é um dos males dos trinta anos.
Que venham os quarenta, vou fingir que estou esperando por eles.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Amizade

O que faz duas pessoas se tornarem amigas? A convivência, o tempo em que passam fisicamente juntas, o mesmo gosto musical, gastronômico ou literário, interesses comuns, pessoais ou profissionais, Não é por nada disso, é pela identidade das almas. É pela compreensão da ausência, É por saber valorizar cada e qualquer segundo da companhia, É por respeitar as diferenças, Compreender as vontades, Compartilhar dos sonhos, Apoiar nas decisões. Uma amizade verdadeira é capaz de suportar a convivência e aceitar os defeitos alheios, compreender a ausência seja qual for o motivo, exigir qualidade da sua presença em vez de cobrar quantidade, encarar qualquer parada pra ver o outro feliz. Só um amigo verdadeiro aceita discutir medicina, álgebra, política e economia na mesma roda, Só um amigo verdadeiro compreende as suas necessidades, anseios, medos sem jamais julgá-lo mesmo o quão contrário possa ser sua opinião. Só um amigo verdadeiro suporta sua felicidade, sua tristeza, sua vitória e suas dificuldades. Só um amigo verdadeiro cede sua vida ao outro sem esperar nada em troca. A amizade é isso, se doar ao outro genuinamente, com os ônus e bônus, de corpo e alma, razão e emoção. Não é dar a mão nem o ombro, é abraçar com o coração.

sábado, 18 de outubro de 2014

Zona de Conforto

Termo muito utilizado no mundo corporativo, tão temido em todos os mundos.
A maioria teme sair da zona de conforto. Outros temem ficar nela.
No mundo corporativo as pessoas associam a zona de conforto a estabilidade, segurança na carreira, pensam que se encontraram naquela função e atingiram o ápice de seu desempenho. Tremem na base sob qualquer possibilidade de terem a zona alterada, tem medo de sairem da caixa, pensarem fora do quadrado, medo da mudança.
No mundo pessoal é grande a quantidade de pessoas que não veem qualquer chance de sair do conforto, da rotina, do amanha que será igual hoje e que foi igual ontem. Todo dia é mais do mesmo. Acreditam que estão ganhando tempo quando na verdade estão perdendo vida.
A outros a mudança atrai. Como espectador ou como agente dela. Se o bom da vida é o equilibrio, não devemos temer nem sermos atraídos pela mudança, mas simplesmente encará-la.
Encarar como oportunidade. Encarar como uma nova chance.
Encarar como um novo caminho.Não ter dificuldade em se adaptar a novos cenários, mesmo que não goste deles.
Se alguma coisa não identificada te incomoda, mude os móveis de lugar, mude os itens no armário, mude qualquer mínima coisa.
Até que a mudança se manifesta em você, e aí não é preciso mudar mais nada.
Não se obrigue a mudar nada, mas se preciso for, mude enquanto há tempo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Ser Tia

Homenagem escrita pela minha irmã Gabi aos nossos amados sobrinhos Henrique e Alice.

Ser Tia, te faz pensar como é ser mãe, porém sem tantas responsabilidades.. é poder zoar, sem pensar se estamos educando certo, é ser mais livre para aprender e errar. É ver sua irmã carregando aquele pacotinho de gente e pensar que não deve ser tão difícil assim..até que você pede pra segurar e percebe que tem um mundo em seus braços, treme, mas tenta disfarçar, porque na verdade a gente só quer estar perto, bem perto.. Ser tia é ficar longe por um fim de semana e ter a sensação que eles já começaram a falar outra língua. É achar graça, deixar ele comer derrubando tudo ou pintar se sujando por inteiro, só pra rir. É planejar fazer aquele bolo, e dizer pra colocar só um pouquinho de farinha, e de repente cai meio kg dentro da vasilha..ai não tem o que fazer.. a não ser começar tudo de novo!! É ceder a aquele chocolate, é não resistir em dar colo, é trocar fralda sem nojo, conhecer amigos imaginários, passar noites em claro, se transformar em super-heróis, dormir em cabanas, dançar com ele sem ter vergonha.. é amar uma pessoinha que não é sua, mas a quem você pertence. Esses pequenos não fazem ideia do quanto nos fazem bem, do quanto nos fazem melhor, a partir da primeira vez que se viu.. ainda na maternidade.. Ser tia é ganhar um presente da sua irmã, e só ter que amar demais! É poder amar como uma mãe, guardar segredos como uma irmã, agir como uma amiga, amar como se fossem seus. Ser tia é não ter parte ruim..É um amor, que não se consegue colocar em palavras!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Alice

Esperamos Alice.
Minha irmã e meu cunhado esperam uma filha, meus pais a primeira neta mulher, minhas irmãs e eu uma sobrinha, mas o Henrique espera uma irmã, um dos laços mais lindos que pode existir.
Talvez ele ainda não saiba a grandeza do sentido dessa palavra, talvez não entenda ainda o verdadeiro significado de compartilhar, dividir, e principalmente do que é poder contar com alguém, talvez não saiba o que é a vontade de fazer de tudo para ver a outra pessoa feliz, de querer cuidar da vida dela como se fosse a dele, as vezes num rompante de quem só quer proteger. Talvez ele não saiba que vai ter que aprender a brincar de boneca ou servir seus carrinhos de taxi para as princesas, talvez não entenda que algumas regrinhas são diferentes para o homem e para a mulher. Daqui uns anos vai aprender porque as mulheres demoram mais para se arrumar, porque precisam de mais espaço no armario, porque são mais cuidadosas, mais sonhadoras e mais falantes.
Daqui a muitos anos vai entender porque nosso humor varia, porque queremos  tudo e sempre mais e para ontem, vai aprender porque choramos mais, vai ter que ouvir os colegas chamando de cunhado e aí vai se tornar um braço da proteção paterna.
Vai aprender muita coisa que só se aprende com um irmão e ensinar coisas que só um irmão é capaz de ensinar a outro.
Talvez ele não entenda o porque de tantos preparativos para recebê-la, afinal ele foi o primogenito e quando chegou já estava tudo pronto!
Dessa vez ele assistiu a montagem do cenário, e está ansioso como quem espera por uma grande estreia. E está chegando a hora dessa estreia... pode vir Alice,  pode subir ao palco da vida, escrever seu conto de fadas porque no que depender de nós seu País será só de Maravilhas.
Seja bem vinda Alice, e seja feliz!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Sonho não acabou...

ele só não vai ser realizado no Brasil, no país do futebol.
Hoje acordei com um cansaço na alma, um misto de tristeza, desânimo e também de vergonha, clima de velório sabe? Mas a vergonha deixei para lá, afinal de contas é futebol e só um ganha, deixo a vergonha pras mazelas do país que precisam ser consertadas pelos governantes.
SETE gols é um placar jamais imaginado por mim e acho que por qualquer um de nós que esperávamos ansiosamente pelo hexa nessa copa.
Não tenho capacidade técnica para julgar o Felipão ou qualquer jogador da nossa seleção que representou o Brasil em campo. Eles foram escolhidos para estar lá, e só por isso já são grandes campeões. Mas depois do resultado de ontem, são duzentos milhões de técnicos julgando, criticando, dizendo como deveria ter sido, onde o Brasil errou, o que faltou, enfim...aconteceu, e não foi dessa vez.
Como toda situação na nossa vida, feliz ou triste, essa derrota de ontem deixa suas lições: é preciso aprender com elas.
Perder é triste, perder de goleada é "pra acabar", em casa é pior ainda e na reta final...nem sei o que dizer! 
Choramos, sofremos, xingamos por dentro, por alguns segundos quisemos não acreditar no que víamos, mas era verdade e aconteceu! O choro das crianças no Mineirão (e das outras milhares que estavam nas ruas ou em suas casas) corta o coração, assisti a entrevista de um garotinho e o sentimento dele era do "fim do mundo", as crianças não tem essa noção do tempo e mal sabem que 2018 já está logo ali, mas acho importante que essas crianças entendam as lições de uma derrota. 
Só perde um título quem concorre a ele. E ter essa ideia de participar, concorrer, trabalhar em equipe é uma das grandes lições que devemos tirar dessa copa.
Só ganha um título quem se prepara para isso. Disciplina, planejamento, educação, organização, preparo físico, psicológico, força de vontade são os principais pilares de quem quer alcançar um sonho, seja ele qual for.
Sofrer na derrota é inevitável, assim como comemorar na vitória também é. E as emoções afloram, na vitória ou na derrota. É preciso saber lidar com elas. Se sofremos é porque acreditamos que aquilo era possível, e continuar acreditando é a força que sustenta nesse momento de fraqueza.
Poderia falar ainda das lições que tiramos do papel de um líder, mas como disse antes quem sou eu para julgar? O Felipão seguiu suas convicções, certo ou errado ele tomou suas decisões e o caminho que imaginou ser o melhor. Mas não foi dessa vez.
Poderia falar também das falhas enormes da arbitragem da FIFA, é inadmissível a falta de padrão exposta nesta copa.
Esses meninos que nos representaram nessa copa, são vencedores da vida. O técnico perdeu dois familiares na semana da estréia, o Marcelo perdeu seu avô que foi seu maior incentivador no futebol, o Oscar viveu as emoções de ser pai no meio desse tumulto todo da copa do mundo, o Fred foi massacrado pela imprensa e nas redes sociais por não ter tido seu melhor desempenho, o Neymar sofreu uma lesão que atingiu não só a sua vértebra lombar mas o emocional de toda a equipe. 
Sim, eu sei que são situações cotidianas que acontecem com qualquer um, mas esses meninos passaram por tudo isso num momento em que lutavam não só pelo sonho deles, mas pelo sonho de duzentos milhões. A pressão é grande e não deve ter sido nada fácil.
Acho ridículo as pessoas que politizaram a copa mesmo antes dela começar, e acho mais ridículo ainda elas fazerem isso porque o Brasil perdeu a vaga pra final. Como se a derrota do Brasil fosse melhorar a saúde, educação, economia. Não, não vai melhorar!
Mas se podemos melhorar alguma coisa, que seja se espelhando em quem nos derrotou, que saibamos ter essa lição e aprender com ela. Não entendo nada de futebol, mas a federação alemã de futebol, revolucionou esse mercado no país. Os clubes criaram academias de futebol para jovens, em parcerias com as escolas criaram centros de treinamento, os gastos de todos os clubes passaram a ser monitorados na cultura de não se gastar mais que ganha, técnicos foram buscar conhecimento nos países que a cultura do futebol era mais forte, depois disso tudo sediaram uma copa e resgataram o amor do alemão pelo futebol.
Planejamento e organização traçaram o caminho vitorioso da Alemanha no futebol.
É preciso repensar o futebol do país. É fato que criamos jogadores brilhantes e que bem cedo vão brilhar no futebol de outros países, mas a maioria deles consegue isso a duras penas, com o esforço da família, jogando descalço, caminhando quilômetros para chegarem aos centros de treinamento. A história de vida deles em sua maioria foi sofrida demais. Mas graças a Deus e a força de vontade de cada um deles foi que eles chegaram lá.
Que bom seria se a próxima geração do futebol tivesse essa estruturação, esse planejamento e toda uma base formadora para esses jovens brilharem, brilharem do Brasil para o mundo, e não o inverso.
Eu queria muito que o Brasil ganhasse pelo meu sobrinho, porque ele estava animadíssimo pela copa. Ele ficou triste que o Brasil começou tomando gols, mas logo depois resolveu torcer pela Alemanha, aí a prova de que ele torceu mesmo foi pelo bom futebol. E ter nas crianças o amor pelo esporte é o maior legado que a copa poderia deixar para esses pequenos. E por isso, valeu.
Valeu seleção, que vocês possam ter o sonho do hexa realizado, dentro ou fora de campo.
Valeu Julio Cesar, valeu David Luiz, vocês foram gigantes nessa copa e merecem não só a estrela do hexa, mas a estrela maior que a vida puder proporcionar a vocês.
Que possamos chegar ao terceiro lugar! E se não der, valeu mesmo assim! Vocês chegaram até onde foi possível! Que tenhamos quatro anos para melhorar e correr atrás do hexa.



terça-feira, 17 de junho de 2014

Movimento #EuOrganizo

Bom dia pessoal!

Nessa nova empreitada de Personal Organizer, surgiu o convite do Blog Maggnificas www.maggnificas.com.br para escrever uma coluna mensal com dicas de organização!

E a dica de hoje é minha! Como organizar as finanças e ter controle sobre o seu dinheiro!

Confere lá no blog!

Beijos!

Organização Financeira
Você é daqueles que chega na segunda semana do mês e já não tem mais dinheiro?
Nunca sabe onde seu dinheiro foi parar?
Acha que seu salário ou rendimentos não dá pra nada ou é muito menos do que o que você precisa?

Tem sempre que adiar o sonho daquela viagem ou de trocar de carro?
Não resiste as plaquinhas de % OFF nas vitrines?
Gasta mais do que recebe?
Não resiste à frase 10x sem juros porque as parcelas são pequenas?

Se responder sim para a maioria das perguntas, bem vindo ao clube!
Você precisa organizar seu orçamento!

A organização financeira não consiste em te fazer ganhar mais dinheiro como num passe de mágica, mas sim, ter domínio sobre seu dinheiro e em como ele está aplicado. Dessa forma poderá até conseguir poupar um pouco para o futuro ou ainda realizar aquele sonho adormecido.

Em quatro passos simples você pode reorganizar sua vida financeira, tendo mais consciência sobre o uso do seu dinheiro, e claro, usando o dinheiro a seu favor!

$ Faça um diagnóstico da sua situação financeira num determinado período. Sugiro para início seis meses: tudo o que tem a receber, contas a pagar vencidas e a vencer, dinheiro aplicado ou guardado.

$ Documente as entradas e saídas de dinheiro: seja em uma planilha, um caderninho, uma pastinha, ou na própria agenda! Organize todas as contas, previsões, comprovantes. Tenha tudo anotado e em mãos para que a cada despesa ou receita você consiga ter uma visão total da situação.

$ Pense muito antes comprar qualquer item que não seja necessário naquele momento. Ter consciência do consumo pode te ajudar e muito a por ordem nas finanças. Se for alguma peça irresistível espere o momento das promoções, conseguirá preços melhores!

$ Por fim, trace objetivos. Planeje a viagem dos sonhos, a troca do carro, a aquisição de uma casa nova, ou até mesmo sair do vermelho. Assim terá motivação suficiente para alinhar suas despesas dentro das receitas e conseguir uma sobrinha ao final do mês. Aí é só escolher qual aplicação financeira combina mais com você!

Temos a sensação de que é difícil, que os juros não param de subir, que a inflação não é contida e que o aumento dos preços não acompanha o aumento dos nossos salários.
Mas com um pouquinho de organização e disciplina é possível!
Existem vários aplicativos, planilhas, livros que podem te ajudar nessa nova missão, mas o mais importante é começar!
Eu indico uma planilha que você encontra no link http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/orcamento-pessoal.aspx?idioma=pt-br, já a utilizo há cinco anos e me ajuda muito!
Boa sorte! Espero que consigam se organizar financeiramente e realizar seus sonhos!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

#VaiTerCopa

Vai ter Copa e eu apoio a seleção brasileira!
Eu, como milhares de Brasileiros, também não estou satisfeita com a atual situação política e econômica do Brasil.
Não apoio o governo atual e tenho vergonha dos escândalos políticos que insistem em estampar as capas dos noticiários diariamente.
Não concordo com o superfaturamento das obras para copa, assim como fico indignada com o superfaturamento e desvios de recursos publicos em todos os ambitos: saúde, educação, transportes, energia.
Não queria que os gringos chegassem no Brasil e se deparassem com greves, protestos, vandalismos e manifestações de arruaceiros. Queria mesmo que eles chegassem aqui e encontrassem o que realmente esperam do Brasil além de sua infinita beleza natural: povo trabalhador, de sorriso no rosto, acolhedor e otimista!
Lembro das copas da minha infância, decorávamos as ruas, pintávamos as calçadas, nos reuniamos na praça do colégio pra comemorar. E se o Brasil perdia era choro na certa! Mas não desistiamos de lutar e de torcer por outra vitoria, por outra copa, e lá íamos nós preparar tudo outra vez.
Essa é a primeira copa que meu sobrinho nascido em 2010 vai assistir. No ano em que nasceu ele era um bebê...agora, passados quatro anos, ele já entende que existe toda uma movimentação em torno da Copa. Comprei camiseta, apito, bandeira e tintas verde e amarela pra pintar o rosto. Ao receber os presentes ele questionou se eu não o levaria no jogo! "você vai me levar no jogo?" "eu vou ver o Brasil jogar?"
Eu vou levá-lo para ver um jogo do Brasil, infelizmente não nessa copa. Mas ele vai ver o Brasil jogar, e eu desejo de coração que ele veja o Brasil hexacampeão nesse ano!
Eu desejo também que seja uma copa segura, organizada, feliz, amistosa.
Desejo que essa copa desperte nessas crianças o amor pelo Brasil e a vontade de fazer esse país melhor!
Eu apoio a seleção porque me enche os olhos ver esses jogadores felizes e orgulhosos por representarem o Brasil. Eles estão com garra, com vontade, determinados. Muitos deles não tiveram uma infância facil, viram seu sonho por um fio mas seguiram adiante e hoje estão onde estão. E de onde estão muitos deles desenvolvem lindissimos trabalhos sociais, ajudando a população mais carente e instigando as crianças de hoje a lutarem por seus sonhos além de oferecer a população oportunidades de vida que deveriam vir primeiramente do governo.
Eu apoio a seleção porque acredito no amor dos brasileiros pelo Brasil, porque nossos jogadores merecem essa conquista!
E desejo ainda que toda essa energia contra a copa por milhares de Brasileiros seja gasta em outubro, no momento de eleger quem vai representar o nosso país!
David Luiz, Marcelo, Julio Cesar, Fred, Dani Alves, Thiago Silva, Paulinho, Bernard (meus favoritos) e todos os integrantes da seleção, a minha torcida é por vocês! Me representem e representem a nossa nação com o que ela tem de melhor: alegria, gingado, determinação e muita bola na rede! #vaiqueétuaBrasil!
Que Deus abencoe a todos nessa Copa!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Cada coisa em seu lugar!

Se tem uma atividade que eu AMO fazer é arrumar: armários, gavetas, caixas, ambientes...tudo! Adoro por cada coisa em seu lugar, organizar os espaços, dar praticidade aos ambientes.
Em casa sempre fiquei responsável por arrumar tudo, e também por amedrontar a irmã mais nova que corria pondo tudo no lugar cada vez que era anunciado que eu chegaria!
As amigas sempre chamavam para dar uma ajudinha nos armários e closets ou então para organizar as malas de viagem. Certa vez uma amiga indicou meus serviços e que resultou numa matéria de jornal: http://www.gcn.net.br/noticia/52480/se-liga/2010/01/C0M-TUD0-N0-LUGAR-52480
 
Fui cada vez mais me apaixonando pelo tema ORGANIZAÇÃO e comecei a acompanhar programas e publicações da área até que me inscrevi num curso de Personal Organizer!
Pensando nessa paixão, aproveitando minha formação em Hotelaria e  uma oportunidade deliciosa que surgiu de uma parceria com a loja Organiza Fácil (http://www.organizafacil.com.br/pagina/profissionais-de-organizacao.html)
resolvi me jogar nessa área e por em prática essa paixão. E estou amando tudo isso! Aproveitem e confiram o site da Organiza Fácil, tem cada coisa incrível que vai te ajudar muito a manter a casa organizada no dia a dia.
E não tem coisa melhor que por (e manter) a vida em ordem né? Começando pelo ambiente em que vivemos ou trabalhamos. E o que é melhor de tudo, não tem idade pra começar! Qualquer tempo é tempo!E o melhor de tudo para mim é poder ajudar outras pessoas com esse dom, ou com esse TOC como dizem por aí!rsrs
Quer por tudo lugar? Conte comigo!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Livro 3/12. Indicação de Leitura: Como Ter uma Vida Normal sendo Louca

Nada como dois dias de repouso sem acesso a Internet para colocar a leitura em dia.
Uma delícia de leitura para você que assim como eu vem cansada de enfrentar um leão por dia na sua vida, cansada de ver tragédias nos noticiários e farta de não saber que rumo tomar pra dar sentido à sua vida, se realizar aos 30!
Esse livro é daqueles que te faz ver que a vida não está fácil pra ninguém e dar muita gargalhada sozinha. Tem coisa melhor que isso?
Super indico!
E como realmente não está fácil pra ninguém vou voltar pra leitura "tapa na cara" que eu estava antes dessa deliciosa pausa!

domingo, 27 de abril de 2014

Em que caixa está?

Não saber o que fazer, quem procurar, qual decisão tomar, para mim a dúvida é a maior angústia que uma pessoa pode sentir. Consome, irrita, entristece, é como se apagassem as luzes e faltasse a sinalização de emergência. Ouvi essa semana que o ser humano muda e esquece de avisar ao outro que mudou. Ou porque mudou. Não nascemos com manual de instruções e muito menos com o 0800 da assistência técnica. Pior que isso são as situações mudarem, o contexto e não necessariamente as pessoas, e sem que pudéssemos perceber. É pegar o bonde andando sem saber de onde ele vem e para onde vai. É difícil entender a mudança, reagir à mudança. Mudar de casa, de cidade ou país parece ser bem mais simples. Saberá em qual caixa estará cada objeto, terá um bairro e novos vizinhos para descobrir, e com certeza um guia de páginas amarelas ou um bom GPS te mostrará onde encontrar cada item necessário para sobreviver. Mas quando a mudança é situacional meu caro, quando ela se impõe sem que você tenha a opção de aceitar, quando ela aparece e você não é capaz de saber onde falhou, se é que alguém tem a responsabilidade sobre isso, porque pode ser sim uma peça do destino...aí resta seguir o coração (ou a emoção). Este que é tão controverso, indeciso, conflituoso. Você sente uma coisa que ninguém vê o outro não enxerga ou vê totalmente diferente. O que fazer? Pra onde correr? Em qual caixa está a resposta? Cadê a sinalização no mapa na tela do GPS? Esperamos a adaptação natural a mudança ou colocamos nosso eu como agente dela? Seguir o coração ou a razão? Os clichês "ser feliz ou ter razão" "cada escolha uma renúncia" são muito restritivos. Uma coisa ou outra. E a felicidade não é restritiva, a felicidade é associativa.
Ou ao menos deveria ser.
Só nos resta encontrar em qual caixa da última mudança ela foi guardada.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Livro 2/12. Indicaçao de leitura:

Terminei a segunda leitura do ano. Não vou me culpar nem justificar meu atraso (era para estar na quarta leitura, considerando a leitura de um livro por mês), sinto que estou em atraso com a minha vida, então está tudo certo já que temos todo o tempo do mundo.
O SAL DA VIDA escrito pela antropóloga Françoise Héritier é um exercício que deveria ser praticado diariamente por todos nós, antes de dormir ou ao acordar, uma lista das pequenas ou simples coisas que tornam nossa vida interessante, que nos realiza, que tempera nossa vida. Eu que sempre pensei que o bom da vida era doce, acabo de concordar que o bom mesmo é o Sal, o tempero, e quem sabe até o limão e a pimenta, necessários para nossa formação.
Antes de divulgar o que representa o sal da minha vida (atividade proposta ao final do livro) quero compartilhar um trecho dessa jóia.
"A seleção das recordações é feita sem intervenção da vontade, e a psicanálise conhece bem as razões da necessidade de se esquecer, mesmo que nem todas as lembranças esquecidas resultem do inconsciente. O acontecimento se vai (...) mas o essencial fica. (...) Recordações demais nos deixariam paralisados. Restam os protótipos daquilo que, de fato, nos afetou no grande registro das emoções possíveis."

E o que representa para mim o SAL DA VIDA, até o momento, também daria um livro, mas em resumo é o que compartilho aqui.

Cheiro de terra molhada, gargalhar até cairem lágrimas, bater bolo a mão, dourar cebola na manteiga, ver o resultado após a organização de um armário, rolar na grama, sentir o mar molhar o corpo e o sol aquecer aos poucos, banho de cachoeira, ganhar abraços sinceros e apertados, ser reconhecida, reciprocidade, ter senso comum e perceber que outras pessoas também tem, cumprimentar ou ser cumprimentado por um estranho, ver ou fazer uma gentileza, ouvir histórias da sua vida, rever fotos antigas, ouvir que você fez falta, esperar pelo carteiro, escolher a decoração da casa (mesmo no imaginário), andar de bicicleta, caminhar sem destino definido, dormir uma noite inteira, observar os pratos nos restaurantes, subir em árvore, ganhar festa surpresa, ganhar presente fora de datas específicas, perder o ar em Machu Picchu, ser dona de uma biblioteca, ter a família reunida em volta da mesa, rir de si mesmo por não conseguir assoviar, saber a letra daquela música e achar que sabe cantar aquela outra, dançar sozinha em casa, ir atrás do trio elétrico, observar a estrada por horas seguidas, rever amigos antigos, fazer novos amigos, ser útil para alguém, poder concluir o Caminho de Santiago, comer camarão, ouvir sotaques, ajudar um irmão, fazer sacolé ou chup chup, tomar banho de chuva, poder comprar aquela roupa que foi feita para você, descobrir a cura de um problema de saúde, ensinar alguma coisa a alguém, ver uma criança imitando e rindo de seus sons labiais, correr na areia, se sentir linda ao acordar, achar dinheiro esquecido no bolso, fazer mil planos, viajar mentalmente, ter fé, concluir a leitura de um livro, se sentir amada e única mesmo com todos os defeitos, planejar a próxima viagem, viajar, planejar a próxima viagem, viajar, planejar a próxima viagem e viajar! Ter gosto pelo sal da vida, pela vida e por viver!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

As verdades de quando crescemos...

Quando a gente cresce descobre que muita historinha da infância era na verdade uma grande ilusão - para não dizer uma grande mentira.
 
A começar pelos contos infantis, Cinderela, Patinho Feio, Chapeuzinho Vermelho...todos eles foram contados com distorções, carregados de entrelinhas psicológicas.
 
Dos clássicos literários aos desenhos animados, tudo, exatamente tudo, tem um final feliz, o bem sempre vence e em toda e qualquer situação de risco vai aparecer alguém com super poderes para te salvar.
 
Tudo bem diferente da vida real, em que é preciso soar a camisa, passar a duras penas, enfrentar perrengues, dedicar anos da vida a alguma causa, para só depois, e às vezes beeeeeem depois, colher os frutos. O final feliz não chega em quarenta e cinco minutos ou quinze páginas, leva-se anos e para muitos, leva-se uma vida inteira.
 
O bem sempre vence? só se for fora do Brasil. Amo meu país, de gente afetuosa, sorriso largo, povo batalhador, infinitas belezas naturais, não tenho dúvidas de que Deus é Brasileiro. Mas a impunidade também é brasileira e começa vindo lá do castelo da rainha, onde tudo pode. A impunidade atravessa o páis de ponta a ponta e não há quem chegue no final para salvar, nem de avião, nem de moto, nem numa super máquina ou num objeto voador não identificado. Ainda não descobrimos quem poderá nos salvar!
 
Mas o ápice da ilusão infantil vem das tirinhas, do famoso álbum de figurinhas Amar É! Esse passou por gerações e gerações, (minha mãe tinha o álbum) que enfatizavam o lado bom do amor, o lado cor-de-rosa, o lado fácil, o lado divertido, o lado generoso.
 
Levanto um questionamento, não é fácil amar em nenhuma cisrcunstância, pois se alguém ama e não é correspondido, dói, fere, machuca, gera ansiedade, nos consumimos, perdemos noites de sono e ganhamos problemas no estômago. Se ama e é correspondido, geralmente isso implica em se relacionar, e relacionamento não é nada fácil, e não falo do amor entre homem e mulher, falo de maneira em geral.
 
Se relacionar com nossos pais é difícil, e não há dúvidas de que existe amor ali. Crescemos e não aceitamos mais as verdades absolutas impostas por eles, não queremos mais carregar o casaquinho porque vai esfriar, nos achamos donos do próprio nariz até que na primeira dificuldade voltamos correndo pedindo ajuda.
 
Para os pais também não deve ser tarefa fácil, ouvir um eu não gosto mais de você (tantas vezes ditos da boca pra fora), ver que os filhos cresceram e agora são do mundo, tem seus próprios valores, vontades, desejos. Vê-los criticando alguma fala ou ação de seus pais. Não obedecendo as ordens de ir cedo para cama, sair da frente do computador, não esquecer a toalha molhada em cima de cama. Meu Deus, não deve ser nada fácil você passar anos educando um filho, moldando, e de repente ver que nada foi da forma como planejou, escolheram outra carreira pra vida deles, são independentes. Isso nos casos bons, prefiro nem falar aqui dos casos que envolvem filhos que abandonam seus pais na idade em que mais precisam, usurpando deles, matando por nada, ou pelo que acham que é muito.
 
E os professores? Aqueles da infância que todo mundo um dia se declarou a ele ou a ela, uma bronca dada ao aluno, mesmo com total razão do professor, arruinava nosso dia. E com os professores tínhamos relacionamentos de um ano letivo, coisa rápida, com direiro a duas férias e alguns feriados, e ainda assim, não era fácil.
 
Com os amigos? Je-sus, Ma-ria, Jo-sé! Socorro! Amamos nossos amigos de maneira que podemos perceber a kilometros de distância quando eles estão precisando de nós. E quantas vezes ficamos com raiva deles? Fulano não me escuta, pede conselho mas não escuta. Alá ciclano cometendo o mesmo erro, não aprende nunca! Eu te avisei que não ia dar certo, mas... mas amigos são para isso também, repetir milhares de vezes aquele conselho, aquela dica, pra anos lá na frente um dizer pro outro, é, você estava certo...
Houve um tempo em que mandava correspondências pros amigos via correios, demorava dias escrevendo em papel de carta, colava adesivos, canetas com cheiros diversos, mal cabia nos envelopes, despendia tempo com inúmeras idas às papelarias e dinheiro da curta mesada que ganhávamos. Hoje em dia não existe mais isso, temos N programas de mensagens instantâneas e ainda assim ficamos bravos quando não temos as respostas na hora, e olha que essas mensagens nem demandam tanto cuidado como as canetas coloridas, adesivos e papéis especiais, mas ainda assim não amamos menos nossos amigos por eles não terem mais tempo de responder na hora em que chamamos.
 
E nos relacionamentos entre casais, aí sim fomos firmemente enganados pelas tirinhas, pelas músicas (românticas de antigamente), pelos finais felizes dos filmes, pelas promessas de amor eterno.
 
Amar é muito mais que querer ficar juntinho para sempre, amar é encarar a rotina e saber extrair o sumo do suco, mesmo quando for de um limão azedo,
 
Amar é jogar as cartas na mesa, acreditando que vai ganhar a partida, sem nem imaginar qual a carta na manga do companheiro,
 
Amar é saber ouvir em silêncio (julgo tarefa impossível), saber falar no momento certo (tarefa mais impossível ainda),
 
Amar é ceder muitas vezes contrariando todo o estereótipo criado para um relacionamento perfeito,
 
Amar é pedir desculpas quando você nem sabe porque está pedindo só para dar por encerrado um assunto e amenizar a inquietação de um dia, (penso às vezes que por isso, amar é ser bobo),
 
Amar é enfrentar a saúde e a doença, a riqueza e a pobreza, a alegria e a tristeza, mesmo quando algum desses fatores está relacionado única e somente ao relacionamento,
 
Amar é além de enfrentar tudo isso acima, o sapato jogado na sala, a toalha molhada na cama, a louça deixada na pia, o pote vazio na geladeira, o cabelo que caiu ao chão,
 
Amar é acompanhar ao supermercado, à farmácia, aos bares e festas, aos melhres restaurantes mas tambèm à feira livre,
 
Amar é carregar quando o salto machuca, mas também dividir o fardo quando ele pesar,
 
Amar é entender o pensamento, sentimento, forma de agir e reagir do outro, mesmo sem concordar,
 
Amar é ter reciprocidade, companheirismo, generosidade, cuidado,
 
Amar é não desistir,
 
Amar é um exercício diário,
 
Amar não é fácil.
 
Amar é para os fortes, mas é principalmente para os dispostos.
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Fiz trinta, e agora?

Fiz trinta e não doeu...
Fiz trinta e não teve nada de diferente (assim como nos15, 18, 20)...

Não que não tenha me marcado de alguma maneira ou que não faça diferença na minha vida, faz sim!
Mas na verdade criamos uma grande expectativa em algumas datas ou idades específicas...

Aos 15 quando éramos apresentadas à sociedade, através dos Bailes de Debutantes, grandes festas ou viagens a Disney. Não tive nenhuma das três comemorações, tive uma singela festa que foi a maior demonstração de amor dos meus amigos comigo, na época. Isso sim marcou, não a idade em si.

Aos 18...a expectativa pela maioridade...aí sim eu corri atrás. Foi a primeira vez em que saí da casa dos meus pais para morar sozinha, e fiz isso exatamente no mesmo dia do meu aniversário! Não me arrependo, conheci muita gente, aprendi muito, principalmente a valorizar a casa dos nossos pais, não há lugar mais acolhedor que este. Aprendi que a maioridade exige muito mais crescimento emocional que simplesmente completar 18 anos vividos. Às vezes leva-se muito mais que isso, ou menos talvez...

Aos 20...com sinceridade não lembro quais eram as grandes expectativas para essa idade, mas lembro que nessa idade meus planos para os 30 eram bem diferentes do que vivo hoje, mas não mais ou menos importantes.

Se os quinze estão relacionados com deixar as bonecas e descobrir a vida, sair à noite, ir às primeiras festas e shows, conhecer os primeiros paqueras, fazer as primeiras viagens de turma...
Se os dezoito estão relacionados com alcançar a liberdade e independência (falsas num primeiro momento), dirigir o primeiro carro, entrar na faculdade, montar as primeiras repúblicas...
Se os vinte estão relacionados a prometer nunca mais sofrer de amor (apesar de sabermos que os verdadeiros amores aparecem bem depois), tomar os primeiros porres, ganhar o primeiro salário (que eu juro não saber como dava pra fazer tudo que fiz)...os trinta anos...ah meus amigos, os trinta anos não tem nada a ver com nada disso!

Aos trinta você vai entender que não tem uma idade certa pra cada coisa, e vai entender que:
não precisa conhecer a sociedade para conhecer verdadeiramente as pessoas,
não precisa uma super festa para celebrar, mas vai entender que uma super ou simples viagem te agrega muito mais!
não precisa ser independente para ser livre,
não precisa estar sozinha para estar livre,
não é ruim sofrer de amor e que talvez muitos nem tenham conhecido o amor ainda,
a faculdade não ensina nem metade do que a vida te ensina,
é bom brincar de boneca (e eu ganhei uma aos trinta),
viajar sozinho pode ser muito melhor que viajar de turma,
os porres só serviram para prejudicar os dias subsequentes ou para estragar o salto do sapato favorito,
que por mais que seu salário aumente ele nunca será tão bem aproveitado como quando era mais jovem.
Os trinta tem muito mais a ver com a questão do que a gente NÃO quer para nossa vida do que quando fazíamos planos para o que queríamos ter ou não ter em determinada idade.


Que venham mais 30...e 30... e 30...com todos os ônus e bônus que isso inclui!



Dedico este texto para minha amiga Ana Catarina, que hoje completa sua última casinha dos vinte...rumo aos trinta Ana!




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Livro 1/12. Indicação de leitura: Espero Alguém de Fabrício Carpinejar

Sim, faço listinhas de metas a cumprir, nem que sejam listinhas mentais. Uma das resoluções deste ano é ler no mínimo um livro por mês. Concluo minha primeira (re) leitura com 10 dias de atraso. Indico este livro a todas as pessoas, que esperam ou que já tenham "encontrado alguém", e se for este o caso, este livro ajudará a encontrar a compreensão deste alguém o que resulta em vida longa para o amor. Me surpreendi ao final lendo "É bobagem elaborar metas para atingir determinada idade. Felicidade não se planeja, felicidade se descobre. Ingenuidade congelar lista de intenções como se a vida não nos transformasse dia a dia." Um tapa na cara para quem está cercada de resoluções para os trinta anos. Mas se for para cada livro trazer uma lição dessas, sigo com minha meta de ler um por mês e compartilharei todos aqui com vocês!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Trinta para os trinta

Trinta dias para fazer trinta anos e eu não tenho a menor idéia de como lidar com essa informação. Tenho dificuldade em aceitar frustrações e isso já está me corroendo porque já sei que não vou ter a comemoração que queria! É mais um sonho adiado, quem sabe para os 31...
Trinta dias para aceitar que essa data chegou...sim, ainda faltam trinta dias e estou sofrendo por antecipação. Está aí uma coisa que não aprendi a controlar nesses quases trinta anos...também pudera...já fui ansiosa ao nascer, vim ao mundo com sete meses incompletos. Hoje entendo minha pressa ao nascer. Ou talvez não...talvez a pressa que explique muita coisa em minha vida pois nasci na sexta-feira de Carnaval, quase sábado. E isso tem tudo a ver com o sonho adiado.
Das amigas de sempre sou uma das últimas a chegar aos 30. Das amigas da faculdade, uma das primeiras. Das amigas do decorrer da vida...estou na média!
Não realizei metade das coisas que um dia idealizei para essa idade, mas não perdi a capacidade de sonhar e de continuar idealizando. Em contrapartida vi e vivi muita coisa que jamais pensei um dia...ah surpresas da vida, boas ou ruins tem sempre uma razão (ou uma emoção).
Nesses trinta anos aprendi muita coisa mas ainda erro muito e tenho muito a aprender.
Nesses trinta anos morei em sete cidades, conheci muita gente, fiz muitos amigos e mantive alguns deles e sei que a vida ainda vai me presentear com mais alguns. Nesses trinta anos passeei muito mas não o suficiente para saciar meu espírito peregrino.
Nesses trinta anos percebi que nunca vou parar de me surpreender com o ser humano, nem pro lado bom e nem pro lado ruim.
Nesses trinta anos vi muita vida nova chegar e muita vida nova ir embora, e isso me deixou um pouco de coração duro.
Nesses trinta anos aprendi a gostar mais do mar que das montanhas, mais de doce que salgado, mais de ler e escrever que falar e ouvir.
Ainda não aprendi que esquecer faz bem pra saúde, não aprendi a me conformar com a falta de senso comum nas pessoas, não aprendi (ainda) a viver plenamente o hoje, tenho sempre um pé atrás e o pensamento a frente.
Trinta dias para fazer trinta anos...gostaria de fazer muito mais que trinta coisas novas nesse período, conhecer mais de trinta lugares novos, experimentar trinta novos sabores, escrever trinta textos novos, ter trinta horas nos meus dias e trinta vezes trinta anos a serem vividos.
É um misto de saudosismo e de esperança do que há por vir, medo e confiança, tranquilidade e inquietude, pressa e paciência.
Foram trinta anos...tantas coisas passaram e tantas outras a passar!
Que venham mais trinta e que Balzac me ajude!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Andar com fé!

Quando se trata de uma atitude de demostração e prática da fé são muitos os obstáculos surgidos. Não foi a primeira vez e não será a última que vejo isso. Mas o que predomina nesses casos é a fé. Independente de religião é a fé que vence e todo o bem que ela traz. Muitas vezes fico em dívida com minha fé, no sentido de demonstrar minha gratidão e praticar e divulgar os ensinamentos do Pai.
Escrevo esse texto da estrada, que há tempos tem sido uma constante companheira.
Chove lá fora e faz muito frio, mesmo depois de uma semana muito quente e de dias cheios. Quando parei para "pegar a estrada " comecei a chorar. Era tanto cansaço, correria, dor de cabeça ... a princípio chorei de cansaço, daqueles que parecem entristecer o corpo e a alma. Daí pensei que teria três horas pela frente e comecei a ouvir música. "Dia branco, pra você guardei o amor, nosso pequeno castelo, de janeiro a janeiro.." nesse momento o choro já era de nostalgia...e aí pensei que poderia chorar de alegria porque teria três horas de ócio pela frente...então resolvi contemplar a paisagem e ouvir além das músicas, a chuva.
Porque comecei falando de fé?  Porque amanhã me junto a minha familia e continuamos na estrada rumo a Baependi - Terra de Nhá Chica, a Santa brasileira.
Vou a Baependi pela segunda vez. Na primeira fui na empolgação de férias, sabia que meu idolo Paulo Coelho já tinha ido lá e voltava às vezes e pensei... quem sabe não o encontro? E fui! Não encontrei o Paulo Coelho mas encontrei uma linda história de humildade, desprendimento e fé! Além de uma cidade agradável, gente amável e boa comida mineira.
Agora volto a Baependi sabendo que essse ficou como um dos sonhos não realizados do meu avô. Volto a Baependi com a mesma empolgação de como quem está de férias a passeio, mas com a mochila e o coração cheios de fé! Não sei o que vou encontrar dessa vez mas sei que terei motivos para agradecer, voltar e aumentar a minha fé!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tempo em Movimento

Tempo em Movimento - Luiza Possi

Somos tantos numa só pessoa
Somos o que fomos antes
E o que não seremos mais
Também

Nós já não somos
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
Os caminhos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
E nada é por acaso

Tempo
É tão pouco o nosso tempo
Para tanto sentimento
Que não cabe no presente
Nós somos nossa história
Nossos sonhos e memórias
Nossas ilusões à toa
Nossas emoções baratas

Viver é aceitar
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento


Essa música do novo CD da Luiza Possi me chamou a atenção.
O que é o tempo hoje? O que fazemos com o tempo (que não temos) atualmente?

A música fala por si...

Quase 30 anos se passaram para mim e tenho muito a realizar ainda!
Não tenho mais o tempo que passou, ninguém tem!
Ah se tivéssemos, já parou para pensar o que faria diferente?
Então aproveite o tempo que virá e que ninguém sabe quanto vai durar...

Que venham novos tempos,
tempos de paz,
tempos de bondade,
tempos de compreensão,
tempos de amor,
tempos de respeito,
tempos de conquistas,
tempos no sol,
tempos no mar,
tempos doces (e com doces),
tempos de passeios e de trabalho para sustentá-los,
tempos de fé,
e se possível, tempos com TEMPO!