quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Trinta para os trinta

Trinta dias para fazer trinta anos e eu não tenho a menor idéia de como lidar com essa informação. Tenho dificuldade em aceitar frustrações e isso já está me corroendo porque já sei que não vou ter a comemoração que queria! É mais um sonho adiado, quem sabe para os 31...
Trinta dias para aceitar que essa data chegou...sim, ainda faltam trinta dias e estou sofrendo por antecipação. Está aí uma coisa que não aprendi a controlar nesses quases trinta anos...também pudera...já fui ansiosa ao nascer, vim ao mundo com sete meses incompletos. Hoje entendo minha pressa ao nascer. Ou talvez não...talvez a pressa que explique muita coisa em minha vida pois nasci na sexta-feira de Carnaval, quase sábado. E isso tem tudo a ver com o sonho adiado.
Das amigas de sempre sou uma das últimas a chegar aos 30. Das amigas da faculdade, uma das primeiras. Das amigas do decorrer da vida...estou na média!
Não realizei metade das coisas que um dia idealizei para essa idade, mas não perdi a capacidade de sonhar e de continuar idealizando. Em contrapartida vi e vivi muita coisa que jamais pensei um dia...ah surpresas da vida, boas ou ruins tem sempre uma razão (ou uma emoção).
Nesses trinta anos aprendi muita coisa mas ainda erro muito e tenho muito a aprender.
Nesses trinta anos morei em sete cidades, conheci muita gente, fiz muitos amigos e mantive alguns deles e sei que a vida ainda vai me presentear com mais alguns. Nesses trinta anos passeei muito mas não o suficiente para saciar meu espírito peregrino.
Nesses trinta anos percebi que nunca vou parar de me surpreender com o ser humano, nem pro lado bom e nem pro lado ruim.
Nesses trinta anos vi muita vida nova chegar e muita vida nova ir embora, e isso me deixou um pouco de coração duro.
Nesses trinta anos aprendi a gostar mais do mar que das montanhas, mais de doce que salgado, mais de ler e escrever que falar e ouvir.
Ainda não aprendi que esquecer faz bem pra saúde, não aprendi a me conformar com a falta de senso comum nas pessoas, não aprendi (ainda) a viver plenamente o hoje, tenho sempre um pé atrás e o pensamento a frente.
Trinta dias para fazer trinta anos...gostaria de fazer muito mais que trinta coisas novas nesse período, conhecer mais de trinta lugares novos, experimentar trinta novos sabores, escrever trinta textos novos, ter trinta horas nos meus dias e trinta vezes trinta anos a serem vividos.
É um misto de saudosismo e de esperança do que há por vir, medo e confiança, tranquilidade e inquietude, pressa e paciência.
Foram trinta anos...tantas coisas passaram e tantas outras a passar!
Que venham mais trinta e que Balzac me ajude!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Andar com fé!

Quando se trata de uma atitude de demostração e prática da fé são muitos os obstáculos surgidos. Não foi a primeira vez e não será a última que vejo isso. Mas o que predomina nesses casos é a fé. Independente de religião é a fé que vence e todo o bem que ela traz. Muitas vezes fico em dívida com minha fé, no sentido de demonstrar minha gratidão e praticar e divulgar os ensinamentos do Pai.
Escrevo esse texto da estrada, que há tempos tem sido uma constante companheira.
Chove lá fora e faz muito frio, mesmo depois de uma semana muito quente e de dias cheios. Quando parei para "pegar a estrada " comecei a chorar. Era tanto cansaço, correria, dor de cabeça ... a princípio chorei de cansaço, daqueles que parecem entristecer o corpo e a alma. Daí pensei que teria três horas pela frente e comecei a ouvir música. "Dia branco, pra você guardei o amor, nosso pequeno castelo, de janeiro a janeiro.." nesse momento o choro já era de nostalgia...e aí pensei que poderia chorar de alegria porque teria três horas de ócio pela frente...então resolvi contemplar a paisagem e ouvir além das músicas, a chuva.
Porque comecei falando de fé?  Porque amanhã me junto a minha familia e continuamos na estrada rumo a Baependi - Terra de Nhá Chica, a Santa brasileira.
Vou a Baependi pela segunda vez. Na primeira fui na empolgação de férias, sabia que meu idolo Paulo Coelho já tinha ido lá e voltava às vezes e pensei... quem sabe não o encontro? E fui! Não encontrei o Paulo Coelho mas encontrei uma linda história de humildade, desprendimento e fé! Além de uma cidade agradável, gente amável e boa comida mineira.
Agora volto a Baependi sabendo que essse ficou como um dos sonhos não realizados do meu avô. Volto a Baependi com a mesma empolgação de como quem está de férias a passeio, mas com a mochila e o coração cheios de fé! Não sei o que vou encontrar dessa vez mas sei que terei motivos para agradecer, voltar e aumentar a minha fé!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tempo em Movimento

Tempo em Movimento - Luiza Possi

Somos tantos numa só pessoa
Somos o que fomos antes
E o que não seremos mais
Também

Nós já não somos
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
Os caminhos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
E nada é por acaso

Tempo
É tão pouco o nosso tempo
Para tanto sentimento
Que não cabe no presente
Nós somos nossa história
Nossos sonhos e memórias
Nossas ilusões à toa
Nossas emoções baratas

Viver é aceitar
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento


Essa música do novo CD da Luiza Possi me chamou a atenção.
O que é o tempo hoje? O que fazemos com o tempo (que não temos) atualmente?

A música fala por si...

Quase 30 anos se passaram para mim e tenho muito a realizar ainda!
Não tenho mais o tempo que passou, ninguém tem!
Ah se tivéssemos, já parou para pensar o que faria diferente?
Então aproveite o tempo que virá e que ninguém sabe quanto vai durar...

Que venham novos tempos,
tempos de paz,
tempos de bondade,
tempos de compreensão,
tempos de amor,
tempos de respeito,
tempos de conquistas,
tempos no sol,
tempos no mar,
tempos doces (e com doces),
tempos de passeios e de trabalho para sustentá-los,
tempos de fé,
e se possível, tempos com TEMPO!