sexta-feira, 21 de março de 2014

Fiz trinta, e agora?

Fiz trinta e não doeu...
Fiz trinta e não teve nada de diferente (assim como nos15, 18, 20)...

Não que não tenha me marcado de alguma maneira ou que não faça diferença na minha vida, faz sim!
Mas na verdade criamos uma grande expectativa em algumas datas ou idades específicas...

Aos 15 quando éramos apresentadas à sociedade, através dos Bailes de Debutantes, grandes festas ou viagens a Disney. Não tive nenhuma das três comemorações, tive uma singela festa que foi a maior demonstração de amor dos meus amigos comigo, na época. Isso sim marcou, não a idade em si.

Aos 18...a expectativa pela maioridade...aí sim eu corri atrás. Foi a primeira vez em que saí da casa dos meus pais para morar sozinha, e fiz isso exatamente no mesmo dia do meu aniversário! Não me arrependo, conheci muita gente, aprendi muito, principalmente a valorizar a casa dos nossos pais, não há lugar mais acolhedor que este. Aprendi que a maioridade exige muito mais crescimento emocional que simplesmente completar 18 anos vividos. Às vezes leva-se muito mais que isso, ou menos talvez...

Aos 20...com sinceridade não lembro quais eram as grandes expectativas para essa idade, mas lembro que nessa idade meus planos para os 30 eram bem diferentes do que vivo hoje, mas não mais ou menos importantes.

Se os quinze estão relacionados com deixar as bonecas e descobrir a vida, sair à noite, ir às primeiras festas e shows, conhecer os primeiros paqueras, fazer as primeiras viagens de turma...
Se os dezoito estão relacionados com alcançar a liberdade e independência (falsas num primeiro momento), dirigir o primeiro carro, entrar na faculdade, montar as primeiras repúblicas...
Se os vinte estão relacionados a prometer nunca mais sofrer de amor (apesar de sabermos que os verdadeiros amores aparecem bem depois), tomar os primeiros porres, ganhar o primeiro salário (que eu juro não saber como dava pra fazer tudo que fiz)...os trinta anos...ah meus amigos, os trinta anos não tem nada a ver com nada disso!

Aos trinta você vai entender que não tem uma idade certa pra cada coisa, e vai entender que:
não precisa conhecer a sociedade para conhecer verdadeiramente as pessoas,
não precisa uma super festa para celebrar, mas vai entender que uma super ou simples viagem te agrega muito mais!
não precisa ser independente para ser livre,
não precisa estar sozinha para estar livre,
não é ruim sofrer de amor e que talvez muitos nem tenham conhecido o amor ainda,
a faculdade não ensina nem metade do que a vida te ensina,
é bom brincar de boneca (e eu ganhei uma aos trinta),
viajar sozinho pode ser muito melhor que viajar de turma,
os porres só serviram para prejudicar os dias subsequentes ou para estragar o salto do sapato favorito,
que por mais que seu salário aumente ele nunca será tão bem aproveitado como quando era mais jovem.
Os trinta tem muito mais a ver com a questão do que a gente NÃO quer para nossa vida do que quando fazíamos planos para o que queríamos ter ou não ter em determinada idade.


Que venham mais 30...e 30... e 30...com todos os ônus e bônus que isso inclui!



Dedico este texto para minha amiga Ana Catarina, que hoje completa sua última casinha dos vinte...rumo aos trinta Ana!